Saúde
Paciente vitimado por dengue tinha hipertensão arterial, fator de risco para complicações; visitas seguem

Americana registra primeira morte por dengue e intensifica prevenção

Prefeitura confirmou óbito e vítima é um homem de 56 anos, morador do Jardim da Paz, que estava internado em hospital privado desde o dia 3 de janeiro; morte ocorreu no dia 6 do mês passado; município faz ampla campanha

A Prefeitura de Americana confirmou ao Tribuna Liberal nesta quinta-feira (12) a primeira morte por dengue registrada no município em 2026. A vítima é um homem de 56 anos, morador do bairro Jardim da Paz, que faleceu no dia 6 de janeiro. Ele estava internado desde o dia 3 em um hospital privado e apresentava hipertensão arterial, condição que pode agravar o quadro da doença. Essa também é a primeira morte por dengue na região este ano.

O caso acende alerta para a prevenção, mesmo diante da redução no número de registros neste início de 2026. Desde o início do ano até esta quinta-feira (12), a cidade registra 14 casos confirmados da doença, distribuídos nos bairros Balneário Riviera, Jardim Colina, Jardim Brasil, Jardim da Mata, Jardim da Paz, Jardim Imperador, Jardim Ipiranga, Morada do Sol, Jardim Nossa Senhora Aparecida, Parque Novo Mundo, Santa Catarina, São Manoel, São Vito e Terramérica.

Em janeiro do ano passado, foram 723 casos confirmados e as ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti seguem intensificadas em toda a cidade. A prefeitura reforça que a população deve manter os cuidados no dia a dia.

Como parte das ações de enfrentamento, a Secretaria de Saúde iniciou um mutirão de visitas domiciliares e retirada de criadouros do mosquito Aedes aegypti. A ação é conduzida por agentes do Programa Municipal de Controle da Dengue (PMCD), com apoio da Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano.

Os trabalhos começaram na região da Cidade Jardim, que concentrou o maior número de casos em 2025, e passaram pelo bairro Vila Mathiensen. Durante o mutirão, são recolhidos materiais que possam acumular água, como latas, garrafas, pneus, lonas e tambores, sempre com autorização dos moradores.

No ano passado, a ação percorreu mais de 53 mil imóveis e retirou cerca de 9,2 toneladas de materiais que poderiam servir de criadouros do mosquito. Além do mutirão, a prefeitura mantém visitas casa a casa, ações de Avaliação de Densidade Larvária, vistorias em pontos estratégicos e atividades educativas. Desde o início do ano, mais de 12,9 mil imóveis já foram vistoriados, e quase 4 mil passaram por avaliação larvária.

A conscientização sobre a doença também está sendo intensificada por meio de uma campanha nas ruas, nos veículos de comunicação e nos canais digitais. Com o lema “A dengue não vai ter vez em 2026”, a iniciativa busca disseminar as dicas práticas para eliminação de possíveis criadouros do mosquito, bem como os sintomas da dengue e como proceder em caso de suspeita da doença. As informações estão sendo disseminadas por meio de outdoors, displays e totens de LED espalhados pela cidade, além da distribuição de panfletos educativos, conteúdos nas redes sociais e divulgação em rádios, TVs, portais e mídias impressas.

A vacinação contra a dengue segue disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em todas as UBSs, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h - nas unidades da Praia Azul e São Vito, o horário de atendimento vai até as 20h. O município orienta que moradores mantenham quintais limpos, evitem o acúmulo de lixo e recebam os agentes de saúde.


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