Sumaré, Paulínia e Americana somam R$ 10,1 bi em impostos e entram no ‘top 100’ do país
Três cidades são destaque no cenário nacional e na RMC e estão entre as que mais arrecadam no Brasil devido à força econômica da indústria, do setor petroquímico e do crescimento urbano
Um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e
Tributação (IBPT), com base em dados da Receita Federal de 2024, aponta que
Sumaré, Paulínia e Americana estão entre os 100 municípios que mais arrecadam
tributos no Brasil. Juntas, as três cidades somaram aproximadamente R$ 10,1
bilhões em impostos.
O estudo revela que, entre os 5.569 municípios brasileiros,
apenas 100 concentram 77,6% de toda a arrecadação nacional, mesmo reunindo
pouco mais de um terço da população do país. O grupo líder arrecadou mais de R$
1,9 trilhão em 2024, centralizando a geração de tributos.
Segundo o ranking, Sumaré está na 65ª colocação, com
arrecadação de R$ 4,2 bilhões, sendo a terceira maior da Região Metropolitana
de Campinas (RMC), atrás apenas de Campinas e Indaiatuba. Paulínia ocupa a 86ª
posição, com R$ 3,1 bilhões, enquanto Americana ficou na 92ª colocação, com R$
2,8 bilhões.
Para o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, o
cenário reflete a distribuição desigual da atividade econômica no país. Segundo
ele, municípios que concentram indústrias, centros logísticos e sedes
empresariais tendem a arrecadar mais, independentemente do tamanho da
população.
O potencial de Sumaré está diretamente ligado ao seu perfil
industrial abrangente, à forte presença de empresas exportadoras e ao ágil
crescimento urbano constatado. Como segunda maior cidade da RMC, o município
vive um processo intenso de verticalização, além de contar com setor de
serviços em expansão.
Paulínia, por sua vez, mantém papel estratégico na economia
nacional por abrigar um dos principais polos petroquímicos do Brasil. A
presença da Refinaria de Paulínia (Replan) e de um complexo industrial atuante
garante ao município alto volume de arrecadação, mesmo com população menor em
comparação a outras cidades da região.
Americana também apresenta uma economia diversificada, com
destaque para o setor têxtil, metalúrgico, logístico, comercial e de serviços.
A cidade também se beneficia da localização estratégica e da integração com os
principais corredores rodoviários.
Em nível nacional, o ranking é liderado por São Paulo, que
sozinha respondeu por quase um quarto da arrecadação do país em 2024. Na
sequência aparecem Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. A concentração é
ainda mais evidente nas regiões Sudeste e Sul, que juntas representam cerca de
79% do total arrecadado.
Nesta toada, cidades como Sumaré, Paulínia e Americana seguem como protagonistas na geração de receitas, sendo um dos principais polos econômicos do país.
REFORMA TRIBUTÁRIA
O estudo também projeta mudanças com a Reforma Tributária,
que prevê a transição da cobrança de impostos da origem para o destino do
consumo. A expectativa é que, a partir de 2033, regiões menos industrializadas,
como Norte e Nordeste, passem a receber fatias maiores da arrecadação.
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