TJ-SP libera obra para construção da 3ª ponte sobre Rio Atibaia, em Paulínia
Desembargador autoriza retomada imediata da obra na cidade e reconhece legalidade de licenciamento municipal; liminar derruba suspensão imposta no início de 2026 e prefeitura afirma ter cumprido todas as exigências legais
A construção da terceira ponte sobre o Rio Atibaia, em
Paulínia, foi liberada após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo
(TJ-SP), que autorizou a retomada imediata das obras suspensas desde o início
deste ano. A liberação ocorreu por meio de liminar concedida pelo desembargador
relator Luis Fernando Nishi, da 2ª Câmara Reservada ao Meio Ambiente, no
julgamento de agravo de instrumento.
Na decisão, o magistrado reconheceu que o município possui
competência legal para realizar o licenciamento ambiental da obra, inclusive em
Áreas de Preservação Permanente (APPs), desde que respeitados os critérios
previstos no Código Florestal e na legislação estadual.
O desembargador destacou que a Lei Municipal 4.403/2023
autoriza o licenciamento local para intervenções em vegetação pioneira ou em
estágio inicial de regeneração, bem como em áreas de APPs, quando observadas as
normas técnicas.
O parecer técnico da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado
de São Paulo), anexado ao processo, também foi considerado fundamental para o
julgamento. Segundo o órgão ambiental estadual, a Prefeitura de Paulínia está
habilitada para licenciar empreendimentos de baixo e médio impacto ambiental. O
documento confirmou que o licenciamento do projeto foi realizado pela
Secretaria Municipal de Defesa e Desenvolvimento do Meio Ambiente, com
autorização da Cetesb em 2025.
A decisão judicial ainda apontou que, no caso de supressão
de vegetação nativa em estágio médio de regeneração, houve autorização expressa
do órgão estadual, afastando a alegação de irregularidade levantada na ação
popular que havia motivado a paralisação da obra. De acordo com o relator, a
área autorizada para intervenção corresponde a 0,256 hectare, devidamente
delimitada e analisada pelos órgãos competentes.
Com base nesses elementos, o TJ-SP suspendeu o efeito que
impedia a continuidade dos trabalhos e autorizou o prosseguimento da
construção. Para o desembargador, não há indícios, em análise preliminar, de
descumprimento da legislação ambiental por parte da prefeitura.
A administração municipal comemorou a decisão e afirmou que
apresentou toda a documentação exigida durante o processo. Segundo a
prefeitura, a liminar revoga a medida judicial expedida em dezembro de 2025,
que resultou na suspensão oficial das obras em janeiro deste ano.
A construção da terceira ponte teve início em junho de 2023
e é considerada estratégica para a mobilidade urbana da cidade. A estrutura
terá cerca de 350 metros de extensão e fará a ligação entre as regiões dos
Jardins Fortaleza e Calegaris com os bairros Alto dos Pinheiros, São José e
áreas adjacentes.
De acordo com o Executivo, a nova ponte deverá reduzir o
fluxo de veículos na Avenida José Paulino, principal corredor viário de
Paulínia, além de facilitar o deslocamento entre diferentes regiões do
município. A previsão é que a obra seja concluída até o final de 2026.
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