Polícia
Valores cobrados nos encontros sexuais variavam entre R$ 130 e R$ 150, afirma polícia

Polícia desarticula exploração sexual infantil em Sumaré e prende suspeitos

Três adolescentes foram resgatadas por policiais civis durante operação realizada nesta sexta-feira, no Jardim Maria Antonia; investigação começou após denúncia de familiares e agora quer identificar outras possíveis vítimas e clientes

Uma operação da Polícia Civil realizada na manhã desta sexta-feira (29) em Sumaré resultou no resgate de três adolescentes vítimas de exploração sexual infantil e na prisão de um homem e uma mulher suspeitos de integrar o esquema criminoso. As investigações apontam que as vítimas, moradoras de Nova Odessa, eram levadas para encontros sexuais organizados pelos investigados.

Inicialmente, a corporação informou que as mulheres tinham entre 13 e 16 anos, mas posteriormente confirmou que duas delas têm 14 anos e a terceira, 17.

Segundo a polícia, a mulher presa atuava no aliciamento das vítimas, enquanto o homem seria o responsável por administrar os encontros e disponibilizar os locais onde os crimes aconteciam. O esquema funcionava em um bar e também em uma residência situada no bairro Jardim Maria Antonia, em Sumaré.

De acordo com a investigação, os programas sexuais eram negociados dentro do estabelecimento comercial, e os encontros aconteciam na casa do proprietário do bar. Os valores cobrados variavam entre R$ 130 e R$ 150.

A apuração teve início após familiares de uma das vítimas procurarem a Polícia Civil para denunciar a situação. Vídeos apresentados aos investigadores ajudaram na identificação do esquema e serviram como base para a obtenção dos mandados judiciais cumpridos nesta sexta-feira.

Com o avanço das diligências, outras adolescentes também procuraram a polícia e relataram situações semelhantes envolvendo os mesmos suspeitos. Durante a operação, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos e materiais pornográficos que poderão auxiliar no aprofundamento das investigações.

O delegado de Nova Odessa, Edson Antônio dos Santos, afirmou que o conjunto de provas reunido pela polícia foi determinante para a prisão dos investigados. “A partir das primeiras informações recebidas, conseguimos confirmar a existência da exploração sexual praticada pelos suspeitos. A investigação avançou já com elementos importantes de prova”, afirmou.

Agora, a Polícia Civil trabalha para identificar possíveis outras vítimas e localizar clientes que participavam dos encontros. Conforme destacou o delegado, pessoas que contratavam os programas também poderão responder criminalmente. Os dois suspeitos foram encaminhados para a cadeia pública e permanecem presos à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia. O caso foi registrado na delegacia de Nova Odessa.

DIVULGAÇÃO DE VÍDEOS DE ADOLESCENTES EM ESQUEMA DE EXPLORAÇÃO É INVESTIGADA

A Polícia Civil revelou que os dois suspeitos presos nesta sexta-feira (29), durante a operação contra a exploração sexual de adolescentes, utilizavam vídeos das vítimas publicados na internet para atrair homens interessados nos programas sexuais.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, as adolescentes eram anunciadas por meio de redes sociais. A corporação agora investiga de que forma as imagens eram compartilhadas e quem tinha acesso ao conteúdo divulgado pelos investigados.

De acordo com a polícia, a análise do material pode ampliar a lista de crimes atribuídos aos suspeitos, que já foram presos por exploração sexual e favorecimento à prostituição de adolescentes.

Até agora, seis adolescentes foram reconhecidas como vítimas. Três já haviam sido identificadas anteriormente e outras três foram encontradas nesta sexta-feira na casa de um dos investigados durante a operação policial.     

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