Polícia
Carro do dentista foi encontrado queimado em Sumaré; Promotoria reúne elementos da investigação como provas

Acusado de matar dentista em motel de Hortolândia é denunciado pelo MP

Ministério Público pede condenação por homicídio qualificado de suspeito de assassinar Marcelo Bacci Coimbra, de 64 anos, dentro de motel; crime teria ocorrido após uma discussão envolvendo dinheiro entre réu e vítima no ano passado

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) denunciou um homem acusado de matar o dentista Marcelo Bacci Coimbra, de 64 anos, dentro de um motel em Hortolândia, no final do ano passado. A denúncia foi apresentada pela promotora de Justiça Beatriz Granzo Siqueira Pereira. 

De acordo com o MP, o réu e a vítima se conheciam há alguns anos e mantinham encontros ocasionais. O crime teria ocorrido durante um desses encontros, após uma discussão envolvendo dinheiro.

As investigações apontam que o acusado agrediu a vítima até a morte depois de exigir valores em dinheiro e ouvir que não receberia a quantia solicitada. Ainda segundo a apuração, a vítima estaria embriagada no momento do ataque, o que dificultou qualquer possibilidade de defesa.

Após o crime, o denunciado tentou utilizar o cartão bancário da vítima para pagar a conta do motel, mas não obteve sucesso. Em seguida, ele teria ameaçado duas funcionárias do estabelecimento para conseguir deixar o local levando o corpo no interior do veículo.

O cadáver foi localizado posteriormente carbonizado em uma área de mata na cidade de Sumaré. O carro da vítima também foi encontrado incendiado em um bairro residencial sumareense.

Marcelo Coimbra teve corpo carbonizado e foi localizado em uma área de mata em Sumaré

O acusado poderá responder por homicídio qualificado — por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima — além dos crimes de extorsão, destruição de cadáver e incêndio. O Ministério Público também pediu à Justiça a fixação de indenização mínima de R$ 100 mil aos familiares da vítima.

O suspeito tem 30 anos e estava foragido desde o dia 19 de dezembro, quando a Justiça decretou sua prisão temporária a pedido da Polícia Civil.

Marcelo Coimbra ficou desaparecido após sair de Amparo, onde residia, com destino à região de Campinas. O corpo da vítima foi localizado seis dias depois, em uma área de mata do bairro Santa Terezinha, em Sumaré, e a identidade foi confirmada por meio de arcada dentária.

O delegado Luiz Fernando Dias de Oliveira, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de Campinas, afirmou que as apurações permitiram reconstituir as últimas horas de vida do dentista. Segundo o delegado, a polícia conseguiu cruzar dados técnicos, imagens e depoimentos que levaram à identificação do principal suspeito do crime.

A hipótese de latrocínio foi descartada após a apuração constatar que nenhum objeto pessoal da vítima foi levado. Imagens obtidas durante a investigação mostraram o momento em que um homem ateou fogo no veículo do dentista, um Volkswagen Nivus cinza.

O delegado também confirmou que a pessoa que recebeu um PIX de R$ 200 feito pela vítima no dia do crime não teve envolvimento com o homicídio. De acordo com a investigação, essa testemunha foi fundamental para o avanço das diligências e para a identificação do suspeito.

As apurações indicam que o primeiro contato entre a vítima e o suspeito ocorreu em Campinas, onde ambos estiveram em um mesmo estabelecimento comercial. Os dois seguiram para um motel em Hortolândia, onde permaneceram até a madrugada.

A Polícia Civil aponta que o crime ocorreu ainda em Hortolândia e que o suspeito teria levado o corpo da vítima, incendiando-o junto com o veículo no dia seguinte, em Sumaré. 

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