Sumaré registra primeira morte por febre maculosa e a quarta da região
Homem de 37 anos, morador da região central de Sumaré, morreu no dia 30 de julho após internação na UPA Macarenko; município soma 85 notificações da doença, com 38 sob investigação, enquanto Americana já registrou três óbitos em 2026
Sumaré confirmou a primeira morte por febre maculosa em
2026. Com o novo caso, a região chega a quatro óbitos provocados pela doença
neste ano. As outras três mortes foram registradas em Americana.
A vítima de Sumaré é um homem de 37 anos, sem comorbidades e
morador da região central. Ele morreu no dia 30 de julho, após permanecer
internado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Macarenko. A confirmação foi
divulgada nesta terça-feira (18) pela Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo a Vigilância Epidemiológica, o local provável de
infecção ainda está sendo investigado. O paciente foi submetido a exames para
diferentes doenças, conforme o protocolo adotado pelas autoridades sanitárias,
e o resultado confirmou a infecção por febre maculosa.
Sumaré contabiliza 85 notificações da doença em 2026. Desse
total, um caso foi confirmado e terminou em morte, enquanto outros 38
permanecem sob investigação e aguardam resultados de sorologia.
A febre maculosa é causada pela bactéria Rickettsia
rickettsii e transmitida pela picada do carrapato-estrela infectado. O
município está no período de maior risco de transmissão, que segue até
novembro.
A orientação é para que a população redobre os cuidados ao
frequentar áreas verdes, principalmente locais próximos a rios, lagoas, matas e
terrenos com vegetação alta.
“A febre maculosa exige atenção e resposta rápida. O
diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são fundamentais para
evitar o agravamento da doença”, afirmou a secretária adjunta de Saúde, Denise
Barja.
Ela também orientou que moradores com febre, dor no corpo e
mal-estar procurem uma unidade de saúde e informem aos profissionais se
estiveram recentemente em locais com possível presença de carrapatos.
Outros sintomas da febre maculosa incluem desânimo, náuseas,
vômitos, diarreia e dor abdominal. De acordo com a Prefeitura, os profissionais
da Rede Municipal de Saúde estão capacitados para atender casos suspeitos.
QUATRO MORTES NA REGIÃO
A morte registrada em Sumaré é a quarta causada pela febre
maculosa na região em 2026. Americana já confirmou três óbitos pela doença.
A terceira vítima de Americana foi um homem de 49 anos, que
morreu no dia 24 de julho após permanecer internado em um hospital público. O
diagnóstico foi confirmado pelo Instituto Adolfo Lutz, e o local provável de
infecção continua sob investigação.
A primeira vítima no município foi o engenheiro civil Rubens
Allan Bizarro, de 37 anos, que morreu em 30 de junho. O segundo óbito foi o de
um homem de 77 anos, morador do Parque Gramado, que faleceu em 17 de julho.
Nesse caso, a Secretaria de Saúde informou que a infecção ocorreu em Americana.
O município contabiliza 34 notificações neste ano. São três
casos confirmados, todos com evolução para morte, 22 descartados e nove ainda
sob análise laboratorial.
PREVENÇÃO
Para reduzir o risco de contato com carrapatos, a Vigilância
em Saúde recomenda o uso de roupas claras, calças, botas e blusas de mangas
compridas durante a permanência em áreas arborizadas ou com vegetação.
Também é importante verificar o corpo e os animais de
estimação ao deixar esses locais. Caso um carrapato seja encontrado preso à
pele, ele deve ser retirado cuidadosamente com uma pinça, sem ser apertado ou
esmagado. Em seguida, o local da picada deve ser lavado com água e sabão ou
álcool.
Quanto mais rápida for a retirada do carrapato, menor será o
risco de transmissão. As roupas utilizadas em áreas de risco também devem ser
colocadas em água quente.
PROGRAMA PERMANENTE
Em março deste ano, Sumaré criou o Programa Municipal
Permanente de Conscientização, Prevenção e Educação sobre a Febre Maculosa. A
lei também instituiu o Dia D Municipal de Conscientização da doença, celebrado
em 13 de julho em homenagem a Eduardo Brazilino Queiroz, vítima da infecção.
Ao longo do ano, equipes da Vigilância em Zoonoses
promoveram orientações na região da Represa do Marcelo. Diretores da Rede
Municipal de Ensino também participaram de capacitação, e escolas municipais
realizaram atividades educativas com os alunos entre 30 de junho e 3 de julho.

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