Política
Plano prevê coleta mecanizada e futura Parceria Público-Privada para usina de reciclagem

Vereadores aprovam plano de resíduos que prevê terceirização dos ecopontos em Americana

Projeto da prefeitura recebeu aval na sessão desta terça-feira (10) da Câmara Municipal e atualiza Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos; proposta estabelece metas de curto a longo prazo

A Câmara de Americana aprovou, na sessão desta terça-feira (10), em primeira discussão, o projeto de lei do prefeito Chico Sardelli (PL) que revisa o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e abre caminho para a terceirização gradual de ecopontos na cidade. A proposta atualiza o planejamento do setor para os próximos 30 anos e redefine metas de curto, médio e longo prazo para coleta, destinação e reaproveitamento de resíduos.

Hoje, os ecopontos são administrados diretamente pela prefeitura, mas o novo plano prevê que essas unidades passem a ter a operação transferida à iniciativa privada ao longo dos próximos anos. A medida inclui os serviços de recebimento e destinação adequada de resíduos da construção civil, materiais volumosos e recicláveis.

A proposta também contempla a mecanização de etapas do sistema de limpeza urbana. Entre as metas estão a implantação de coleta mecanizada de recicláveis, o avanço da mecanização da coleta de lixo domiciliar, da varrição de vias e da roçagem de áreas verdes. No curto prazo, o município pretende manter cobertura integral da coleta domiciliar e reforçar ações de fiscalização e educação ambiental para reduzir o descarte irregular.

A revisão do plano foi elaborada por equipes técnicas das secretarias de Meio Ambiente, Obras e Serviços Urbanos, Planejamento e Saúde. Segundo a justificativa encaminhada ao Legislativo, o texto busca alinhar a política local à legislação federal e municipal sobre resíduos sólidos, saneamento e responsabilidade dos grandes geradores.

PPP PARA USINA

Outro eixo da proposta é a previsão de uma Parceria Público-Privada (PPP) para implantar uma usina de processamento de resíduos da construção civil em Americana. A intenção é ampliar o reaproveitamento de materiais e diminuir a dependência de aterros sanitários, priorizando reciclagem, compostagem e outras formas de valorização dos resíduos.

Antes da votação em plenário, os objetivos da nova versão do plano já haviam sido debatidos em audiências públicas realizadas em fevereiro deste ano. O projeto havia sido protocolado pela prefeitura em dezembro passado.

Os ecopontos funcionam como locais de entrega voluntária para pequenas quantidades de entulho, recicláveis, objetos sem utilidade e resíduos de poda. Atualmente, Americana conta com nove unidades. Pelo cronograma previsto no plano, ao menos dois desses espaços deverão ter operação terceirizada em até três anos, com perspectiva de ampliação da estrutura e da capacidade de atendimento. Em uma etapa posterior, entre quatro e dez anos, o modelo poderá alcançar 12 ecopontos.

Além da reorganização operacional, o plano reforça a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Pessoas físicas e jurídicas, especialmente grandes geradores, deverão seguir regras específicas de manejo, transporte e destinação ambientalmente adequada dos resíduos, sob risco de sanções.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A proposta aprovada também detalha medidas de educação ambiental, com campanhas voltadas a moradores, comerciantes, feirantes e escolas, produção de materiais informativos e atuação direta nos bairros para combater pontos de descarte irregular.


Deixe um comentário