Situação de emergência já permite entrada de agentes públicos em casas e pronta evacuação em Monte Mor
Decreto municipal autoriza medidas excepcionais para proteger moradores de chuvas intensas que provocaram alagamentos e danos estruturais em bairros da cidade; cinco famílias ficaram desalojadas após as tempestades
As fortes chuvas que atingiram Monte Mor nos últimos dias
levaram a prefeitura a decretar situação de emergência e a medida já autoriza a
entrada de agentes públicos em residências e a determinação de evacuação
imediata em casos de risco iminente à população. O decreto estabelece ações
excepcionais para resposta rápida, proteção de vidas e recuperação das áreas
afetadas.
A declaração de emergência foi motivada pelas chuvas intensas registradas entre os dias 28 e 30 de janeiro, quando o município acumulou volumes considerados anormais e inéditos. Somente em um intervalo de 40 minutos, foram registrados 70,3 milímetros de chuva, chegando a 86 milímetros em 24 horas e mais de 125 milímetros no acumulado até a manhã do dia 30.
A força das precipitações provocou alagamentos em ruas e residências,
quedas de árvores, danos em vias públicas, pontes e pontilhões, além do transbordamento
de galerias de águas pluviais, com impactos mais severos na região central da
cidade.
Entre os danos contabilizados estão a queda de três pontes
de madeira, arrancamento de asfalto por solapamento do solo em diferentes
bairros, quatro quedas de muros, três casas parcialmente interditadas, pontos
de erosão em estradas rurais e alagamentos causados pelo entupimento do sistema
de drenagem.
Um parecer técnico da Secretaria Municipal de Defesa Civil
embasou a decisão, ao apontar que os prejuízos comprometeram parcialmente a
capacidade de resposta do poder público, exigindo medidas administrativas
excepcionais.
Com a situação de emergência declarada por 180 dias, todos
os órgãos municipais podem ser mobilizados sob coordenação da Defesa Civil para
ações de resposta, reabilitação e reconstrução. O decreto também autoriza a
convocação de voluntários, campanhas de arrecadação e, em caso de risco
iminente, a entrada em imóveis para prestar socorro ou determinar evacuação
imediata, além do uso temporário de propriedades particulares, com garantia de
indenização se houver danos.
A situação se agravou com a elevação do nível do Rio
Capivari, que atingiu 3,5 metros — cerca de 1,5 metro acima do limite de
transbordamento — deixando cinco famílias desalojadas. Além da chuva local, o
município passou a receber grande volume de água proveniente de cidades a
montante, especialmente Campinas, intensificando o risco hidrológico em bairros
como Jardim Progresso, Vila Farid Callil e Capuavinha.
Segundo a prefeitura, a Defesa Civil manteve equipes em
prontidão permanente e ampliou o monitoramento após alerta de risco hidrológico
alto emitido. Famílias foram notificadas de forma preventiva sobre
procedimentos de segurança e possibilidade de deslocamento temporário.
Mesmo com a leve redução do nível do rio na tarde do dia 30,
o município permaneceu em estado de alerta devido aos alagamentos registrados
pelo transbordamento do Rio Capivari e do Córrego Água Choca.
A administração municipal reforçou ainda que pedidos de
socorro devem ser feitos exclusivamente pelos telefones oficiais 199 (Defesa
Civil) e 153 (Guarda Municipal). De acordo com a prefeitura, solicitações
feitas por redes sociais prejudicaram a coordenação das equipes e a priorização
dos atendimentos. As ações seguem sendo conduzidas de forma integrada, sob
coordenação do prefeito Murilo Rinaldo (PP), com foco na proteção da população
e na redução de riscos enquanto durar a situação de emergência.
RUA SIQUEIRA CAMPOS É INTERDITADA PARA DESASSOREAR RIO
CAPIVARI
A Prefeitura de Monte Mor interditou a Rua Siqueira Campos,
na região central da cidade, para a execução de mais uma etapa das obras de
desassoreamento do Rio Capivari. Durante a interdição, o tráfego será desviado
pela Rua Quinze de Novembro até o dia 10 de fevereiro, tempo necessário para a
continuidade dos trabalhos de desassoreamento no local.
A intervenção tem como objetivo beneficiar diretamente a
região por onde passam as obras, a via Siqueira Campos, que é historicamente
afetada pelas cheias do Rio Capivari em períodos de chuvas intensas. A medida
busca ampliar a capacidade de escoamento da água e minimizar os riscos de
alagamentos, trazendo mais segurança para moradores, comerciantes e motoristas
que circulam pelo local.
Via ficará fechada até 10 de fevereiro para execução da terceira fase do desassoreamento
Mesmo com o alto volume de chuvas registrado nos últimos
dias, áreas historicamente atingidas por alagamentos mais severos não sofreram
danos significativos, como nas regiões do Jardim Progresso e Jardim Capuavinha.
Segundo o secretário da pasta, Daniel Honorato, sem a realização do serviço,
essas áreas teriam sido novamente afetadas, com muitos prejuízos diretos à
população.
A Secretaria de Meio Ambiente informou que as obras seguem
em andamento para corrigir situações críticas ao longo do curso do rio e de
seus arredores. Segundo a secretária Maria Tereza Carneiro Cândido, nesta fase,
os serviços avançam a partir da ponte da Rua Siqueira Campos, seguindo até a
ponte da Rua Quinze de Novembro e por mais 100 metros após esse trecho,
concluindo toda a extensão planejada. Etapas anteriores já foram finalizadas em
áreas próximas ao Jardim Progresso, Jardim Capuavinha e Vila São José.
As obras de desassoreamento são realizadas por meio de
parceria entre o Governo do Estado de São Paulo e o governo municipal. O
prefeito Murilo Rinaldo (PP) acompanha os procedimentos e mantém articulação
direta com o Governo do Estado para garantir o avanço das ações de prevenção e
proteção.

Deixe um comentário