Pré-candidatos da região podem fazer vaquinha virtual para as eleições 2026
Mais de 38 nomes da região já aparecem como pré-candidatos a deputado estadual e federal para o pleito deste ano; Justiça Eleitoral liberou arrecadação de verba online para políticos cobrirem os gastos durante campanhas nas ruas
Os mais de 38 pré-candidatos a deputado estadual e federal da região podem iniciar a arrecadação de recursos por meio de financiamento coletivo para as eleições de 2026. A modalidade, conhecida como “vaquinha virtual”, já foi liberada oficialmente pela Justiça Eleitoral.
A autorização vale para pré-candidaturas antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral. A arrecadação pode ser realizada por meio de plataformas cadastradas e autorizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A medida deve impactar diretamente o cenário político regional, que já registra movimentação intensa de nomes ligados a cidades como Sumaré, Hortolândia, Americana, Paulínia e Nova Odessa na disputa por vagas na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e na Câmara Federal.
Pelas regras eleitorais, apenas pessoas físicas podem realizar doações, obrigatoriamente identificadas por CPF. O valor máximo permitido é de até 10% do rendimento bruto declarado pelo doador à Receita Federal no ano anterior.
As contribuições poderão ser feitas por Pix, cartão ou transferência bancária, desde que realizadas em plataformas habilitadas pela Justiça Eleitoral. Já doações acima de R$ 1.064,10 só poderão ocorrer por transferência eletrônica identificada ou cheque nominal.
Apesar da arrecadação já estar autorizada, os recursos só poderão ser utilizados após o registro oficial da candidatura, obtenção do CNPJ eleitoral e abertura da conta bancária de campanha.
A legislação também mantém restrições durante o período de pré-campanha. Pré-candidatos continuam proibidos de fazer pedido explícito de voto antes do início oficial da propaganda eleitoral, marcado para 16 de agosto deste ano.
A modalidade de financiamento coletivo foi criada após a reforma eleitoral de 2017 como alternativa para ampliar participação popular no financiamento das campanhas e reduzir a dependência de grandes estruturas partidárias.

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