Após chuva de 100,3 mm, Monte Mor publica novo decreto de emergência
Prefeito Murilo Rinaldo reconhece desastre e autoriza medidas excepcionais, como convocação de voluntários, campanhas de arrecadação, dispensa de licitação e contratação de serviços essenciais; cerca de 130 imóveis foram atingidos na cidade
A Prefeitura de Monte Mor publicou novo decreto que declara
Situação de Emergência no município pelo prazo de mais 180 dias, após as fortes
chuvas que atingiram a cidade entre a noite de quarta-feira (25) e a madrugada
de quinta-feira (26). O acumulado oficial foi de 100,3 milímetros em menos de
24 horas, sendo 85,5 milímetros concentrados em apenas uma hora, volume
considerado extremo pela Defesa Civil. Esse é o segundo decreto de emergência
em cerca de um mês na cidade.
O decreto reconhece o desastre classificado como Chuvas
Intensas – COBRADE 1.3.2.1.4 e está fundamentado em parecer técnico que apontou
comprometimento parcial da capacidade de resposta do poder público, exigindo
medidas administrativas excepcionais.
Ao todo, aproximadamente 130 famílias tiveram residências
invadidas pela água em bairros como Jardim Colina, Jardim Paulista, Jardim
Campos Dourados, Jardim Moreira, Jardim São José, Jardim Santa Cândida, Vila
Farid Calil, Residencial Bella Vida e região central. O município contabilizou
14 pontos de vias interditadas.
Os córregos Água Choca e Aterrado transbordaram quase
simultaneamente, enquanto o Rio Capivari chegou a atingir cerca de 90
centímetros acima da cota de transbordamento, impactando principalmente as
regiões das Chácaras Recreio Pindorama e Chácaras Planalto. Também houve
registro de rompimento de represa em área rural, agravando o volume de água na
cidade.
Antes do pico do temporal, a Defesa Civil já havia emitido
alertas preventivos à população, inclusive aviso severo via sistema Cell
Broadcast, após comunicação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de
Desastres Naturais (Cemaden) ao Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e
Desastres (Cenad) sobre risco de enxurradas.
Com o decreto, o prefeito Murilo Rinaldo (PP) autorizou a
mobilização de todos os órgãos municipais, sob coordenação da Defesa Civil,
para ações de acolhimento, reabilitação de vias e reconstrução. A medida
permite a convocação de voluntários, campanhas de arrecadação pelo Fundo Social
e dispensa de licitação para aquisição de bens e contratação de serviços
essenciais ao atendimento da emergência.
Equipes da Defesa Civil, Guarda Civil Municipal, Mobilidade e Fundo Social seguem atuando na limpeza de vias, desobstrução de galerias, monitoramento dos níveis dos rios e distribuição de kits de limpeza, cestas básicas, colchões e roupas às famílias atingidas.
FINAL DE JANEIRO
O município chegou a decretar emergência no final de janeiro
depois de fortes chuvas entre os dias 28 e 30 de janeiro, quando o município
acumulou volumes considerados anormais. Somente em um intervalo de 40 minutos,
foram registrados 70,3 milímetros de chuva, chegando a 86 milímetros em 24
horas e mais de 125 milímetros no acumulado até a manhã do dia 30.
A força das precipitações provocou alagamentos em ruas e residências, quedas de árvores, danos em vias públicas, pontes e pontilhões, além do transbordamento de galerias de águas pluviais, com impactos mais severos na região central da cidade. A medida autoriza a entrada de agentes públicos em residências e a determinação de evacuação imediata em casos de risco iminente à população.

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