Sumaré flexibiliza áreas verdes e pode atrair novos loteamentos para cidade
Proposta da prefeitura aprovada pela Câmara altera regras urbanísticas para áreas atingidas por linhas de transmissão de energia elétrica e faz adequações na ocupação do solo; medida é capaz de sinalizar a empreendimentos imobiliários
A Prefeitura de Sumaré teve aprovado projeto de lei que
altera regras urbanísticas relacionadas às áreas verdes em empreendimentos
imobiliários da cidade. A proposta modifica dispositivos da Lei Municipal
7.225/2023 e foi apresentada como uma adequação técnica para áreas atingidas
por linhas de transmissão de energia elétrica de alta tensão. Na prática, o
texto flexibiliza a exigência mínima de áreas verdes em determinados
empreendimentos.
Pela legislação anterior, os loteamentos precisavam reservar
20% da área total para áreas verdes. Com a mudança aprovada, esse percentual
poderá cair para até 10% em situações específicas envolvendo imóveis cortados
por linhas de transmissão de alta tensão, desde que a área mantenha pelo menos
5% de permeabilidade do solo.
A proposta também aumenta o que poderá ser contabilizado
como área permeável dentro dos empreendimentos. Passam a entrar nesse cálculo
áreas ajardinadas de sistemas de lazer, lagos, espelhos d’água, equipamentos
esportivos com superfície permeável, áreas de servidão administrativa e espaços
destinados à captação de águas pluviais.
Segundo a prefeitura, a alteração busca compatibilizar a
legislação municipal às normas estaduais já previstas em uma resolução de 2020,
da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente.
O prefeito Henrique do Paraíso (Republicanos) afirmou que o projeto possui caráter técnico e corretivo, sem promover mudanças estruturais no planejamento urbano da cidade. O prefeito argumentou ainda que a proposta não altera zoneamento, perímetro urbano, coeficientes urbanísticos ou categorias de uso do solo, servindo para adequar situações consideradas excepcionais em áreas que já possuem restrições administrativas e ambientais.
Outro ponto defendido pela administração municipal é a
ampliação da segurança jurídica para empreendedores e investidores
imobiliários, evitando interpretações divergentes entre legislação municipal e
normas estaduais.
Isso quer dizer que a nova lei pode facilitar a viabilização
de mais loteamentos e empreendimentos em regiões impactadas por faixas de
transmissão de energia elétrica, áreas que historicamente enfrentam limitações
urbanísticas para ocupação e desenvolvimento imobiliário.
O projeto aprovado também estabelece limites para utilização
das áreas permeáveis complementares. Segundo o texto, os dispositivos
alternativos poderão representar até 50% da área permeável mínima exigida no
empreendimento.
A prefeitura sustentou que a mudança mantém a preservação
ambiental ao mesmo tempo em que cria soluções técnicas para ocupação urbana em
áreas sujeitas a restrições.

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