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Hélio permanece preso enquanto as autoridades dão continuidade às diligências do inquérito

Justiça prorroga por mais 30 dias prisão de Hélio Silva

Presidente licenciado da Câmara de Sumaré permanece preso enquanto avançam investigações sobre suspeitas de tráfico de drogas; vereador está afastado do Legislativo e das atividades do Cidadania desde setembro

A Justiça prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária do vereador e presidente licenciado da Câmara de Sumaré, Hélio Silva (Cidadania). A decisão foi tomada nesta terça-feira (6), no âmbito da Operação Archimagus, que investiga suspeitas relacionadas ao tráfico de drogas e associação para o tráfico na região.

Com a prorrogação, Hélio permanece preso enquanto as autoridades dão continuidade às diligências do inquérito. Hélio foi preso inicialmente em 9 de setembro durante uma ação conjunta da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Campinas, a Ficco.

A operação apura um possível esquema de financiamento para compra de drogas, armazenamento e distribuição de entorpecentes. Na primeira fase, foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em cidades do interior paulista e também em Minas Gerais.

Segundo as apurações divulgadas desde então, os investigadores analisam possíveis vínculos do parlamentar com imóveis que teriam sido utilizados no esquema e movimentações consideradas suspeitas. As investigações também passaram a apurar eventual uso de recursos ilícitos em atividades relacionadas ao vereador.

O Cidadania anunciou a suspensão de Hélio das funções partidárias. O vereador presidia o diretório municipal da legenda em Sumaré. Em nota divulgada, o partido informou que havia determinado o afastamento imediato e que colaboraria com as autoridades responsáveis pela investigação.

Um dia depois da prisão, Hélio pediu licença não remunerada por 30 dias do mandato e da presidência da Câmara Municipal. O afastamento foi aprovado pelos vereadores, e o primeiro vice-presidente da Mesa Diretora, Lucas Agostinho (União), assumiu interinamente o comando do Legislativo.

Hélio havia sido reeleito presidente da Câmara para o biênio 2025-2026. Na composição da Mesa Diretora, Lucas Agostinho ocupa oficialmente a primeira vice-presidência.

A prorrogação da prisão ocorre quase um mês depois do início da Operação Archimagus e permite que Hélio continue detido enquanto são aprofundadas as investigações. A prisão temporária tem caráter cautelar e não representa condenação.

A defesa do vereador nega irregularidades. As suspeitas envolvendo Hélio Silva continuam sob investigação e ainda serão submetidas à análise da Justiça ao longo do processo.

 

 

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