Homem vai a júri popular por tentar assassinar três mulheres em Sumaré
Caso envolve denúncia de tentativa de homicídio e agressão com facão contra três vítimas; juiz vê indícios de autoria e materialidade; defesa nega participação do réu; decisão mantém acusado preso preventivamente até o julgamento
A Justiça de Sumaré decidiu levar a júri popular um homem acusado de tentativa de homicídio e lesão corporal contra três mulheres. A decisão da 2ª Vara Criminal entendeu que há indícios suficientes para que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes contra a vida.
Segundo os autos, o crime aconteceu em 2023 durante uma confraternização em uma residência de Sumaré. Uma das vítimas relatou que havia acabado de chegar ao local quando o acusado invadiu o imóvel portando um facão. Assustada, ela tentou se proteger e acabou atingida na mão ao tentar evitar um golpe que seria direcionado à cabeça. Em seguida, correu para um banheiro junto com outra mulher, onde ambas se trancaram.
A segunda vítima contou que também foi surpreendida pelo agressor dentro da casa. De acordo com o depoimento, o homem entrou no quarto e deu golpes de facão. Uma das mulheres foi ferida ao tentar se defender, enquanto a outra foi atingida na cabeça com a parte não cortante da arma. Após o ataque inicial, o agressor retornou à sala, onde continuou as agressões contra a terceira vítima.
As duas mulheres permaneceram trancadas no banheiro por cerca de 30 minutos, enquanto o suspeito batia na porta e exigia que elas abrissem. Durante esse período, ouviram gritos vindos da sala, que cessaram repentinamente, aumentando o temor de que a terceira vítima estivesse gravemente ferida.
Policiais militares que atenderam a ocorrência relataram que encontraram grande quantidade de sangue já na entrada da residência. Nos fundos do imóvel, localizaram as duas mulheres trancadas no banheiro, em estado de choque. Após serem resgatadas, elas informaram que o agressor havia atacado todas as pessoas presentes e fugido do local.
Testemunhas também relataram que a terceira vítima foi levada pelo suspeito após o ataque, apresentando diversos ferimentos pelo corpo. Ela teria sido socorrida posteriormente e encaminhada para atendimento médico.
O acusado negou os fatos e afirmou que não estava no local no momento dos crimes. No entanto, a Justiça entendeu que há versões conflitantes e elementos suficientes para que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri, que decidirá sobre a responsabilidade criminal. A Justiça também manteve a prisão preventiva do réu até o julgamento.
“É inviável o acolhimento da absolvição sumária almejada pela defesa (...) havendo versões antagônicas dos fatos, compete ao Tribunal do Júri conhecer do mérito da causa (...) caberá ao Conselho de Sentença a análise da credibilidade dos depoimentos prestados”, afirmou o juiz Leonardo Delfino na decisão. A reportagem não conseguiu contato com a defesa para comentar a decisão.

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