GCMs e profissionais de saúde protestam em frente à Prefeitura de Nova Odessa
Patrulheiros e profissionais da área de enfermagem fizeram manifestação nesta segunda-feira (6) contestando corte de uma folga mensal na escala 12 por 36 e restrição ao pagamento de horas extras; Executivo diz que já apresentou contraproposta
Guardas civis municipais e profissionais da saúde realizaram
um protesto na manhã desta segunda-feira (6) em frente à Prefeitura de Nova
Odessa. A mobilização foi organizada pelas próprias categorias, que
manifestaram insatisfação com mudanças propostas no dissídio coletivo.
De acordo com manifestantes, a principal reivindicação é
contra a redução de direitos relacionados à jornada de trabalho no regime 12
por 36. Atualmente, os servidores que atuam nesse modelo têm direito a três
folgas mensais, mas a proposta da prefeitura, afirmaram, prevê a redução para
duas folgas. Além disso, relataram a previsão de restrição ao pagamento de
horas extras.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais
de Nova Odessa, Luis Fernando Nascimento da Silva, explicou os impactos da
medida.
“A principal reivindicação dos guardas e do pessoal da
enfermagem é que, na proposta do dissídio coletivo, a prefeitura traz o corte
das folgas mensais de quem trabalha 12 por 36. Hoje, todos têm três folgas
mensais e a prefeitura quer reduzir para duas, além de condicionar a não
realização de horas extras. A reivindicação deles é justamente não cortar uma
folga e nem as horas extras”, afirmou.
Ainda segundo o sindicalista, o ato não foi organizado pelo
sindicato, mas pelos próprios trabalhadores. Ele acompanhou a mobilização.
OUTRO LADO
A Prefeitura de Nova Odessa informou que as demandas da
Guarda Civil Municipal e da Saúde foram tratadas ao longo da campanha salarial
deste ano, em negociações entre a prefeitura e o Sindicato dos Servidores
Municipais.
“Na última semana, o Executivo apresentou ao sindicato uma
contraproposta que contempla as reivindicações da categoria. Agora, caberá à
diretoria do sindicato convocar uma assembleia para submeter o documento à
votação dos servidores”, disse, em nota.

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