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Sumaré, Hortolândia e Paulínia já concentram projetos bilionários do setor de tecnologia

Aprovação de lei de incentivos fiscais pode destravar datacenters na região

FecomercioSP pede aprovação do regime especial Redata, que prevê redução tributária para instalação de infraestrutura digital no país; datacenters no Brasil custam 26% mais caro do que nos Estados Unidos e 35% a mais em relação ao Chile

A mobilização de entidades empresariais pela aprovação urgente do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) ganhou importância ainda maior para a região, considerada atualmente um dos principais polos de datacenters do Brasil. O pedido foi encaminhado ao Congresso Nacional pela FecomercioSP, em conjunto com representantes da indústria, tecnologia e infraestrutura digital.

O setor defende a aprovação do Projeto de Lei 278/2026, que prevê incentivos fiscais para implantação, ampliação e manutenção de datacenters no país. A proposta estabelece isenção de PIS/Pasep, Cofins e IPI para aquisição de equipamentos de tecnologia utilizados nesses empreendimentos. Em contrapartida, as empresas terão de investir parte dos recursos em pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico.

A discussão tem impacto direto na região, que concentra alguns dos maiores projetos do setor no país. Nos últimos anos, cidades como Hortolândia, Sumaré e Paulínia passaram a atrair investimentos bilionários ligados à economia digital, inteligência artificial e computação em nuvem.

Hortolândia abriga operações da ODATA, além de projetos da Microsoft e da Ascenty. Em Sumaré, o grupo Aurea Finvest anunciou investimento de R$ 5 bilhões em um complexo industrial e tecnológico, enquanto a cidade também recebe empreendimento ligado à Microsoft.

Paulínia está em evidência nacional com o projeto da CloudHQ, considerado o maior datacenter de hiperescala do Hemisfério Sul, com investimento estimado em R$ 15,6 bilhões.

Segundo a FecomercioSP, o Brasil vive uma oportunidade estratégica para atrair investimentos globais em infraestrutura digital, impulsionados pela expansão da inteligência artificial e pelo aumento da demanda por armazenamento e processamento de dados.

Dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) mostram que os investimentos globais em novos projetos de datacenters ultrapassaram US$ 270 bilhões em 2025.

Apesar do potencial, entidades afirmam que o ambiente brasileiro ainda apresenta desvantagens competitivas. Atualmente, instalar um datacenter no Brasil custa 26% mais do que nos Estados Unidos e 35% mais do que no Chile, principalmente devido ao alto custo dos equipamentos de tecnologia.

No manifesto enviado ao Senado, as entidades alertam que diversos projetos aguardam apenas a definição do marco legal para avançar com decisões de investimento no país. O texto também destaca que a expansão dos datacenters pode gerar empregos qualificados, estimular o setor elétrico, movimentar fornecedores locais e fortalecer a soberania digital brasileira.


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