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Juçara Rosolen é empresária, escritora e atual Presidente do Lions Clube de Nova Odessa

Coluna Olhar de Dentro

Junto com o frio, vem a atenção!

Nem entramos oficialmente no inverno, mas o clima já mudou. As manhãs ficaram mais frias, o ar mais seco e a rotina da nossa região começa a dar os primeiros sinais da temporada que se aproxima. E junto com o frio, vêm também questões que merecem mais atenção do que apenas tirar o casaco do armário.

É claro que existem os costumes típicos dessa época. O café e o chazinho quentes, a sopa no jantar, o cobertor voltando para a cama. Mas o frio também escancara problemas que muitas vezes passam despercebidos no restante do ano.

As doenças respiratórias aumentam. Os hospitais sentem. Crianças e idosos sofrem mais. O ar seco piora alergias, crises de asma e desconfortos que parecem simples, mas que podem se agravar rapidamente quando não existe prevenção.

E existe uma preocupação ainda maior: a estiagem.

Todo ano assistimos ao mesmo cenário se aproximando. Represas baixando, rios perdendo volume, vegetação mais seca, aumento nas queimadas e os pedidos por consumo consciente voltando ao noticiário. O problema é que, muitas vezes, tratamos isso como algo passageiro, quando na verdade deveria ser uma preocupação permanente. 

A água não começa a faltar de um dia para o outro. O problema começa nos pequenos desperdícios ignorados dentro de casa, nas torneiras abertas sem necessidade, no consumo sem consciência e na falsa impressão de que sempre haverá recurso suficiente.

O frio também evidencia outro fato importante: nem todo mundo consegue atravessar essa época com conforto. Enquanto algumas pessoas procuram um casaco no armário, outras buscam uma forma de se aquecer. E talvez uma das atitudes mais importantes desse período do ano seja justamente olhar mais para o próximo. 

Campanhas de inverno, doações de cobertores, agasalhos e alimentos fazem diferença real na vida de muitas famílias. Às vezes, aquilo que está esquecido dentro de casa pode representar dignidade e acolhimento para alguém. Mais do que doar, é importante divulgar essas iniciativas, incentivar outras pessoas e entender que solidariedade também é uma responsabilidade coletiva.

E existe uma situação ainda mais delicada que não pode ser ignorada: as pessoas em situação de rua. Em noites frias, enquanto muitos estão protegidos dentro de casa, há quem enfrente temperaturas baixas sem cobertor ou agasalho. Como cidadãos ter sensibilidade para enxergar essas realidades. 

Pequenos gestos podem ter um impacto enorme: carregar uma peça de roupa no carro, separar um cobertor extra ou oferecer ajuda imediata ao encontrar alguém na rua passando frio, pode parecer simples, mas pode representar cuidado e humanidade.

Porque viver em sociedade também é entender que pequenas atitudes fazem diferença. Economizar água, cuidar da saúde, ajudar quem precisa... Afinal, o frio não dura por muito tempo em nossa região. Mas os impactos da falta de cuidado podem ser duradouros.

E na sua casa, além do cobertor, o que muda quando o frio começa a chegar?

Juçara Rosolen é mãe, cristã, empreendedora, palestrante e escritora. Juçara é formada em Pedagogia, Letras e Direito. Proprietária e fundadora do Grupo Aposerv, que há mais de 17 anos se dedica aos serviços previdenciários administrativos. É ex-presidente da ACINO e atual Presidente do Lions Clube de Nova Odessa.

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