Coluna Olhar de Dentro
Hoje é o Dia do Radialista, a voz que faz companhia
Hoje, 7 de novembro, é o Dia do Radialista. A data foi
oficializada pela Lei 11.327, de 2006, em homenagem ao nascimento de Ary
Barroso, que veio ao mundo em 1903, em Ubá, Minas Gerais. Ary é lembrado por
“Aquarela do Brasil”, mas também foi homem de rádio: locutor, apresentador e
narrador de futebol, famoso por tocar uma gaitinha para anunciar os gols.
O rádio chegou oficialmente ao Brasil em 7 de setembro de
1922, no centenário da Independência. Desde então, seu fim já foi previsto
várias vezes: com a chegada da televisão, da internet e, depois, dos celulares.
Mas esse meio de comunicação continua presente no dia a dia dos brasileiros.
Segundo a pesquisa Audio Pulse 2026, do Ibope, 77% das pessoas com 15 anos ou
mais nas 13 regiões metropolitanas pesquisadas ouviram rádio. Entre os
ouvintes, o tempo dedicado à programação passa, em média, de três horas e meia
por dia.
O que explica essa permanência? Acredito que seja a
companhia que os profissionais do rádio oferecem por meio de suas vozes. Sem
exigir que a gente pare tudo para olhar uma tela, a programação acompanha quem
dirige, cozinha ou trabalha na oficina, no campo e no balcão. Para quem mora
sozinho, especialmente muitos idosos, ouvir diariamente um locutor conhecido
cria uma relação de proximidade e afeto. Aquela voz da manhã acaba se tornando
tão familiar quanto a de alguém de casa.
E tem o lado do serviço. Quando falta luz, quando a chuva
alaga o bairro, quando a estrada fecha, é no rádio que muita gente busca a
informação. O radialista do interior conhece a cidade pelo nome: avisa da
campanha de vacinação, do documento perdido, da ação solidária, da vaga de
emprego. É comunicação de proximidade, feita com o ouvinte do outro lado, e não
com um algoritmo no meio.
Por trás de uma simples voz há muito trabalho. Há quem
acorde de madrugada para estar no ar às cinco da manhã, quem cuide da técnica,
da produção, da reportagem, de tudo aquilo que o ouvinte não vê. E é uma
profissão que exige responsabilidade, porque a palavra dita no rádio entra na
casa das pessoas.
Em tempos de tanta notícia falsa correndo pelos grupos de
mensagem, o rádio sério tem um valor que precisa ser reconhecido. Ali há nome,
voz e responsabilidade por cada informação dada.
Por isso, hoje deixo o meu agradecimento aos radialistas de Nova Odessa, de Americana e de toda a nossa região. Obrigada pela companhia, pela informação e pelo cuidado com a comunidade. Que a gente valorize quem fala com a cidade todos os dias, sem esperar uma emergência para lembrar o quanto essas vozes fazem falta. E você, qual é a voz do rádio que acompanha o seu dia? Já parou para agradecer a ela?
Juçara Rosolen é mãe, cristã, empreendedora, palestrante e
escritora. Juçara é formada em Pedagogia, Letras e Direito. Proprietária e
fundadora do Grupo Aposerv, que há mais de 17 anos se dedica aos serviços
previdenciários administrativos. É ex-presidente da ACINO e atual Presidente do
Lions Clube de Nova Odessa

Deixe um comentário